Cairo. O ex-ditador do Egito, Hosni Mubarak e membros de sua família estão em prisão domiciliar, informaram, ontem, as Forças Armadas, desmentindo, assim, informações sobre uma viagem para a Arábia Saudita por motivos de saúde.
O conselho governa o Egito desde que Mubarak foi obrigado a deixar o poder, em 11 de fevereiro, após 18 dias de protestos contra seu regime. A imprensa local acreditava que Mubarak estivesse na Arábia Saudita para receber tratamento contra um câncer.
Eleição
O Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, responsável pelo governo provisório do país, anunciou, ontem, que em setembro ocorrerão eleições parlamentares.
Os militares também informaram que vão suspender as leis de emergência em vigor no país desde 1981. Por essas leis, a Polícia tem poderes amplos para executar prisões e fazer pronunciamentos. Segundo o conselho, o processo de transição política no país será tranquilo.
No começo deste mês, os egípcios aprovaram em referendo diversas alterações à Constituição destinadas à realização de eleições livres e justas e que também permitem a candidatura de independentes.
Os governantes militares disseram também que emendas à lei eleitoral tornarão mais fácil a formação de partidos, mas permanecerá a proibição para as agremiações religiosas. As emendas ainda proíbem a injeção de fundos governamentais nos partidos, que terão que apresentar registros financeiros.
Fonte: Diário do Nordeste
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