terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quadrilha desvia R$ 12 mi do Ipem


nvestigações sobre um esquema milionário de desvio de dinheiro levaram à prisão do ex-diretor do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem/RN), o advogado Rychardson de Macedo Bernardo, do seu irmão, o empresário Rhandson Rosário de Macedo Bernardo, e outros ex-funcionários do órgão. Eles são acusados de liderar uma organização criminosa que promovia a contratação de funcionários fantasmas para o instituto; fraudes em licitações; recebimento de propina para deixar de fiscalizar ou multar empresas; o pagamento de diárias de forma indiscriminada; e a criação de empresas "laranjas" para a lavagem de dinheiro desviado dos recursos públicos.

A prisão de Rychardson Bernardo, que foi diretor do órgão entre fevereiro de 2007 e março de 2010, fez parte da "Operação Pecado Capital", encabeçada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público Estadual. Ao todo, 21 promotores e mais de 100 policiais militares participaram da ação, que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão contra Rychardson e Rhandson Bernardo, e o advogado Daniel Vale Bezerra, ex-funcionário do órgão.

A operação foi motivada após o MP ter acesso aos relatórios de auditoria feitos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização, e Qualidade Insdustrial (Inmetro) no Ipem/RN. Tais relatórios apontavam que no período entre fevereiro de 2007 (data da nomeação de Rychardson para direção do instituto) e todo o período de 2008, as prestações de contas feitas no órgão potiguar não foram aprovadas pelo Inmetro e que entre 2009 e 2010, nenhuma prestação foi feita.

Segundo o MP, as investigações conduzidas há cerca de um ano indicam que Rychardson Bernardo liderava um esquema fraudulento envolvendo amigos e familiares (inclusive os próprios pais) e que pode ter desviado quantias milionárias do Ipem/RN no período em que esteve à frente do órgão. A estimativa das investigações é de R$ 12 milhões tenham sido desviados dos cofres públicos. Nos autos constam tanto escutas telefônicas comprovando o esquema criminoso, como depoimento de pessoas e movimentações bancárias milionárias de alguns dos envolvidos.

No apartamento do ex-diretor do Ipem foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie, e outros R$ 115 mil no supermercado "´É Show". Na residência de Daniel Vale, os Promotores de Justiça apreenderam, ainda, uma arma de fogo, e em diversos locais onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão foram encontrados documentos relativos ao Ipem. Outros dois investigados que tiveram prisão temporária decretadas continuam foragidos, são eles: Aécio Aluízio Fernandes de Faria e Adriano Flávio Cardoso Nogueira.

Após a coleta dos dados e realização de interrogatórios, o Ministério Público analisará as evidências de provas produzidas, de modo a oferecer ao Poder Judiciário a manifestação pertinente, especialmente para a responsabilização daqueles tidos por autores dos crimes investigados. Entre esses delitos estão os de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativae passiva, de lavagem de dinheiro com uso de empresas, bem como de fraude a licitações.

Fonte: Diário de Natal

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